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Mostrando postagens com o rótulo Dúvidas

Consulta ao Oráculo e o Ritmo do Candomblé

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O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de oluô, título concedido a alguns babalaôs. Ifá é o orixá da advinhação e para tudo ele deve ser consultado. Existem dois tipos de jogo: o do opelê-Ifá e o jogo de búzios. No jogo de búzios, mais comum, quem fala é Exu. São dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos babalorixás e ialorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque Oxum fez um trato com Exu, conseguindo dele permissão para jogar. Tanto o jogo de búzios como o do opelê-Ifá baseiam-se num sistema matemático, em que se estabelecem 256 combinações resultantes da multiplicação dos 16 Odus u sados no jogo de búzios por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo. Quanto mais séria a questão a serem resolvida, maior a responsabilidade d...

6+5=12 A prosperidade no candomblé.

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6+5=12 A prosperidade no candomblé Para quem tem como prática religiosa o culto aos orixás, o dia 6 do mês 6 foi, e continuará sendo, de extrema importância. Afinal, no profundo sistema numérico do jogo de búzios, o número 6 foi o responsável por trazer a prosperidade para a Terra. Para o povo africano, de quem herdamos uma boa parcela de nossa filosofia de vida, ser próspero é uma obrigação. Por isso, nessa data, o “povo de santo” fica todo ouriçado: põe suas melhores joias, sai para fazer compras e faz oferendas. Tudo para atrair prosperidade. O alcance dessa graça é um dos maiores desejos do ser humano. Mas quem é essa tão desejada prosperidade?… Diferente do que normalmente se costuma pensar, a filosofia yorubá não relaciona prosperidade, apenas, a dinheiro. A referida palavra quer indicar uma reunião de circunstâncias que precisam ser buscadas, para que se vá alcançando, continuamente, um estado mais elevado do ser, em seus diferentes aspectos: físico, emocional, social, espir...

Encruzilhada - O palco da vida

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Encruzilhada - O palco da vida Quando se fala em encruzilhada, imediatamente surge na cabeça dos brasileiros a ideia de Exu e de “bozó”, nome pelo qual o povo gosta de designar as oferendas que o povo de candomblé faz fora do terreiro-templo. Claro que a referida divindade está, sim, ligada aos entrecruzamentos de caminhos. Mas o simbolismo da encruzilhada e, consequentemente, da cruz está presente em muitas religiões, sendo, assim, universal. O catolicismo soube enaltecer e ao mesmo tempo popularizar a imagem da cruz, mostrando Jesus sacrificando-se pela humanidade, momento em que ultrapassou seu estágio humano. A cruz, com seus quatro “braços” que apontam para os quatro pontos cardeais, é símbolo de orientação no espaço, para que a jornada humana não seja perdida. A encruzilhada, portanto, é um lugar de pausa, um momento parado no tempo, que leva à mudança de um estágio a outro ou, simplesmente, de uma situação a outra. Quando, portanto, oferendas nas encruzilhadas são depositadas,...

Itan - Obá luta pelo amor de Xangô.

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Obá era uma das mulheres de Xangô, mas ela não era nem aventureira como Iansã, nem dengosa como Oxum; por isso, se sentia desprezada pelo marido. Percebendo que Xangô gostava da comida feita por Oxum, pediu-lhe que a ensinasse a cozinhar. Para enganá-la, Oxum cobriu a cabeça com um pano, fez um amalá, que era o prato preferido de Xangô e disse a Obá que colocasse sua orelha no amalá como prova de seu amor, tal como ela teria feito. Obá fez o amalá em que colocou uma de suas orelhas. Quando Xangô chegou, ela o serviu toda contente, mas quando ele viu a orelha, ficou enojado e brigou com ela. Nisso, Oxum tirou o pano da cabeça, mostrando as orelhas perfeitas, e começou a rir. Furiosa, Obá se atirou sobre ela e as duas brigaram até que Xangô explodiu de raiva, fazendo as duas fugirem e se transformarem em rios. É por isso que, ao dançar, Obá cobre uma orelha com o escudo. Obá escolheu a guerra para dar alegria à sua vida. Obá era uma mulher cheia de vigor e coragem.  Faltava-lhe, talv...

Itan - A quizila de Ògún com quiabo.

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Obá lutou e venceu todos os Orixás, menos Ògún, quando chegou a vez de Obá lutar com Ògún, este ficou preocupado e antes da luta resolveu consultar um babalawô. O babalawô então mandou que ele preparasse um prato de quiabos com farinha e colocasse no local onde deveria se realizar a luta. Ògún seguiu as orientações do babalawô. A luta começou e Obá esta vencendo, até que Ògún conseguiu derramar o quiabo no chão. Obá então escorregou no quiabo e caiu. Ògún se atirou sobre ela, Obá estando submissa a ele, se tornou sua esposa. Ògún foi o primeiro marido de Obá, passado uns anos Obá se apaixona por Xangô com quem vai viver de fato.

Itan - A volta de Ogun em Irê.

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Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de Irê, voltar para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma.Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo.  Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá, que vem da frase ògún je ajá (Ogum come cachorro), o que lhe valeu o nome...

Hierarquia, Cargos do Candomblé.

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Hierarquia Candomblecista. De acordo com a tradição deixada pelos antigos, segue abaixo em ordem crescente como evolui a hierarquia do candomblé. Abiyan - A base da piramide. Nesta fase, é quando a pessoa chega na casa e passa pelo ritual do Obi D'Água, ela recebe seus fios de conta e passa a fazer parte do dia dia da casa do candomblé, é nesse periodo que ela vai descobrir o que candomblé e como fazemos o candomblé, as obrigações são restritas a essas pessoas por eles ainda não terem passado pelo ato iniciatico, é um periodo extremamente importante, pois ele conhece como é a casa e o rito, diminuindo assim o futuro arrependimento e o abandono religioso. Ao abian é permitido ajudar em quase todos serviços da casa, sempre orientado por um mais velho que diga o que pode ou não fazer. Essa fase é muito importante para se aprender vendo e ouvindo, as perguntas não são muito bem vindas, observar e saber ouvir é a melhor maneira de aprender, quando um mais velho se dispôr ...

Erupin - O carrego do Iyawo.

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É um carrego que se forma com "tudo", claro que o que se deve ser despachado, que foi usado durante o recolher do Iyawo. Porém você pergunta Urupi e logo depois saída de Iyawo, bem vamos lá: Umas casas, alguns axés, adotam a saída desse carrego ora durante a cerimônia da própria saída do Iyawo, ainda em público (simbólico) ora depois. ''qual o sentido do erupin? ...'' A renovação de identidade. A renovação e o começo de uma nova trajetória. A qual se joga fora o passado para um novo futuro, onde concretiza o nascimento do novo Òmórìsá, no Erupin vai tudo... A roupa ao qual o Abion chegou no ilé para seus primeiros Ebó, e um passado todo..   Folhas com comidas de 21 dias e outras coisas mais, para unir o Elo, e da satisfação a sua nova identidade.. Com o erupin vai toda energia ruim que o aguardava na saída do ilé, por isso vai tudo seu do passado, enganando a má energia, que segue aquele erupin pensando que esta o seguindo. Ao voltar para o ilé se vem por ...