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Mostrando postagens com o rótulo História dos Orixás

A briga entre Obàtálá e Èsù

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Obàtálá e Èsù discutiam a respeito de quem era o mais antigo deles. Èsù, decididamente, insiste em ser o mais velho. Obàtálá, também, proclama com veemência que já estava no mundo quando Èsù fora criado. O desentendimento entre eles era tanto que foram convidados a lutarem entre si, perante os outros Irunmolè. Ifá foi consultado pelos adversários e foram ambos, orientados a fazer oferendas. Obàtálá fez as oferendas determinadas. Èsù negligenciou a determinação. Chega o dia da luta. Obàtálá apoiado em seu poder e Èsù contando com sua magia aliada à força de seus talismãs. Todos os Irunmolè estavam reunidos na praça de Ifé. Obàtálá deu uma pancada em Èsù, ele caiu sentado. Os Irunmolè gritam: Epa!!!! Èsù sacudiu-se e levantou-se. Obàtálá bateu-lhe sobre a cabeça e ele tornou-se anão. Os Irunmolè gritaram: Epa!!!! Èsù sacudiu-se e recuperou seu tamanho. Obàtálá tomou a cabeça de Èsù e sacudiu-a com violência. A cabeça de Èsù tornou-se enorme, maior que seu corpo. Os Irunmolè gritaram: Epa...

ÒSÙMÀRÈ - GBÈSÉN

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ÒSÙMÀRÈ - GBÈSÉN Alguns orixás cultuados na nação Ketú são de outras origens e devido as migrações e a união dos povos no Brasil, nossa nação adotou o culto de alguns voduns de origem Djedje. O orixá Oxumarê é a representação do Vodun Dan na nossa nação Ketú. Como já disse na postagem anterior, vodun não tem qualidades, mas quando Dan passou a ser Oxumarê no candomblé de Ketú ele tem qualidades.  Para a formação de Oxumarê, o vodun Dan se desmembra em mais dois voduns, que no candomblé de Djedje são pessoas diferentes, mas pra nós são qualidades de Oxumarê. Em Ketú temos: Vodun Dan = Oxumarê, que se desmembra em Gbèsén se apresentando como homem e Frekwen quando se apresenta como mulher.  Gbèsén -  Seu nome significa “adorar a vida”, é o Ako Vodun (Vodun Principal) do povo Jeje Mahi, dono do Sejá Hunde. É o Vodun ligado a vida e a renovação. Vodun da riqueza, ascende os céus em forma de arco-iris e semeia as chuvas.  Marido de Frekwen, é sempre saudado...

Obà - Guerreira do Amor

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Obà - Guerreira do Amor Divindade feminina, do rio Obà, uma das esposas de Sàngó e de Ògún, que lidera a Egbé Elékò (Sociedade composta apenas por mulheres guerreiras – amazonas), cultuada para que não haja desentendimentos no casamento. Misteriosa porém com muitos trejeitos masculinos. Em batalha, luta de igual para igual com qualquer um que se atreva a afrontá-la.  Obà escolheu a guerra como prazer nesta vida, enfrentava qualquer situação e assim procedeu com quase todos os orixás, vencida apenas por Ògún quando o mesmo trapaceou na batalha. Embora seja velha e desajeitada, assim como sem charme, é vigorosa, corajosa e leal. Não é raro encontrar uma filha de Obà. Sendo que muitas casas por medo as iniciam para Òsún ou Oya. Elas são valentes e guerreiras. Sabem o que querem e vão até o fim. São possessivas, amorosas e ao mesmo tempo tem dificuldades para serem gentis, são duronas e inflexíveis. Enquanto Iyemanja é a superfície dos rios e Òsún o fundo das águas, ...

Obatalá - Oxaguiã

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Obatalá - Oxaguiã Oxaguiã é um orixá guerreiro. Sua maior luta é pela perfeição: de si mesmo, dos outros e das coisas. Odeia a preguiça, que ele considera o inimigo número um da perfeição. Da união de Oxaguiã com Iyemanjá, nasceu Ogum, orixá guerreiro como o pai. Ogum guerreia para destruir o que precisa ser renovado, enquanto Oxaguiã luta para construir o que foi destruído. Neste vai e vem de batalhas, Oxaguiã foi um dia à cidade de Ogum para buscar munição e encontrou o povo em festa. A comemoração era pelo término da construção do novo palácio do rei Ogum. Tudo parecia perfeito. Não para Oxaguiã! Ele bateu sua poderosa espada no palácio, que ruiu imediatamente. O povo ficou irado! “Tanto trabalho jogado fora, por um capricho de Oxaguiã”. O pai de Ogum então falou: “O rei de vocês está em guerra e não voltará tão cedo. Por que entregar este palácio para ele, quando um muito melhor pode ser construído?”. Passado um tempo, Oxaguiã retornou à cidade e encontrou o palácio reconstruíd...

Airá - Os ventos de Savé

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Airá - Os ventos de Savé Airá é um Deus relacionado a família do raio mas também é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como Redemoinho, vale lembrar que o redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então deve ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Seu culto é proveniente da região de Savé e Savalu que faz parte do território Jejê. Mais seu culto não foi reconhecido em suas terras, mais tarde Xangô Sr, Rei de Oyo grande conquistador de terras ofereceu reconhecimento de seu culto em troca ele daria a chave do conhecimento do segredo de Savé, mas Xangô queria que ele fosse seu criado o mesmo não quis ser submisso a xangô, dai veio a sua iria porte sido enganado, Xangô procurou um adivinho (Ifá), o mesmo disse que ele teria que trazer o grande senhor funfun (Oxalá) só ele poderia acalma-lo, e assim foi feito. Airá não poderia mais voltar para sua terra natal, por ter traído todo...

Itan - Obá luta pelo amor de Xangô.

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Obá era uma das mulheres de Xangô, mas ela não era nem aventureira como Iansã, nem dengosa como Oxum; por isso, se sentia desprezada pelo marido. Percebendo que Xangô gostava da comida feita por Oxum, pediu-lhe que a ensinasse a cozinhar. Para enganá-la, Oxum cobriu a cabeça com um pano, fez um amalá, que era o prato preferido de Xangô e disse a Obá que colocasse sua orelha no amalá como prova de seu amor, tal como ela teria feito. Obá fez o amalá em que colocou uma de suas orelhas. Quando Xangô chegou, ela o serviu toda contente, mas quando ele viu a orelha, ficou enojado e brigou com ela. Nisso, Oxum tirou o pano da cabeça, mostrando as orelhas perfeitas, e começou a rir. Furiosa, Obá se atirou sobre ela e as duas brigaram até que Xangô explodiu de raiva, fazendo as duas fugirem e se transformarem em rios. É por isso que, ao dançar, Obá cobre uma orelha com o escudo. Obá escolheu a guerra para dar alegria à sua vida. Obá era uma mulher cheia de vigor e coragem.  Faltava-lhe, talv...

Itan - A quizila de Ògún com quiabo.

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Obá lutou e venceu todos os Orixás, menos Ògún, quando chegou a vez de Obá lutar com Ògún, este ficou preocupado e antes da luta resolveu consultar um babalawô. O babalawô então mandou que ele preparasse um prato de quiabos com farinha e colocasse no local onde deveria se realizar a luta. Ògún seguiu as orientações do babalawô. A luta começou e Obá esta vencendo, até que Ògún conseguiu derramar o quiabo no chão. Obá então escorregou no quiabo e caiu. Ògún se atirou sobre ela, Obá estando submissa a ele, se tornou sua esposa. Ògún foi o primeiro marido de Obá, passado uns anos Obá se apaixona por Xangô com quem vai viver de fato.

Itan - A volta de Ogun em Irê.

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Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de Irê, voltar para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma.Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo.  Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá, que vem da frase ògún je ajá (Ogum come cachorro), o que lhe valeu o nome...

Lenda de Iroko

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Uma antiga história africana, conta que existia uma mulher chamada Oloronbi que não conseguia ter filhos. Ela sempre que passava diante de uma gigantesca árvore de Iroko dizia: “Oh Meu Pai, eu sou muito solitária, se o senhor me der um filho ou uma filha para eu não ficar mais sozinha nesse mundo, eu lhe darei uma cabra e azeite de dendê”. Sempre que Oloronbi passava diante de Iroko ela repetia sua súplica. Iroko comovido com o sofrimento de Oloronbi, fez com que ele engravidasse. Oloronbi ficou muito feliz ao saber que estava grávida, mas esqueceu-se da promessa que havia feito a Iroko. Quando seu filho nasceu, ela todos os dias passava diante da árvore sagrada, sem sequer reverenciá-la. Iroko muito triste com o descaso de Oloronbi, resolveu tomar para si aquela criança, sendo que foi ele o responsável por ela ter engravidado. Desta forma, num dia em que Oloronbi parou diante da árvore de Iroko, à noite, para conversar, Iroko sem que ela percebesse chamou a criança para dentro do s...

Òpara - A filha de Obá

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Transcorre um culto nos arredores da cidade, é eleko. Uma sociedade restrita, onde apenas mulheres realizam o culto. Possui como matriarca a temida Obá, a fundadora desta sociedade que cultua a ancestralidade feminina individual. Nem um homem poderia sequer assistir o ritual do segredo, sendo punido por Obá com sua própria vida. Certo dia, em uma das noites de culto, Xangô caminhava alegremente e dançava ao som do batá. Quando percebe, ao longe um aglomerado de mulheres realizando uma cerimônia sob as ordens da enérgica Obá. Xangô era muito curioso e não se conteve, aproximando-se da cena, ficando a espreita. Xangô encantou-se com a rara beleza de Obá, que apesar de não ser tão jovem, era a mais bela mulher que ele já vira. Num momento de distração, Xangô foi percebido e cercado pelas mulheres. Foi levado à presença da grande deusa, que lhe falou o preço que haveria de pagar por sua audácia em violar o culto sagrado de Elekó. Mas a própria Obá que encantou-se com a inigualáv...

Airá - Os ventos de Savé

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Airá é um Deus relacionado a família do raio mas também é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como Redemoinho, vale lembrar que o redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então deve ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Seu culto é proveniente da região de Savé e Savalu que faz parte do território Jejê. Mais seu culto não foi reconhecido em suas terras, mais tarde Xangô Sr, Rei de Oyo grande conquistador de terras ofereceu reconhecimento de seu culto em troca ele daria a chave do conhecimento do segredo de Savé, mas Xangô queria que ele fosse seu criado o mesmo não quis ser submisso a xangô, dai veio a sua iria porte sido enganado, Xangô procurou um adivinho (Ifá), o mesmo disse que ele teria que trazer o grande senhor funfun (Oxalá) só ele poderia acalma-lo, e assim foi feito. Airá não poderia mais voltar para sua terra natal, por ter traído todos da sua cidade reveland...