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Mostrando postagens com o rótulo Itan

A briga entre Obàtálá e Èsù

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Obàtálá e Èsù discutiam a respeito de quem era o mais antigo deles. Èsù, decididamente, insiste em ser o mais velho. Obàtálá, também, proclama com veemência que já estava no mundo quando Èsù fora criado. O desentendimento entre eles era tanto que foram convidados a lutarem entre si, perante os outros Irunmolè. Ifá foi consultado pelos adversários e foram ambos, orientados a fazer oferendas. Obàtálá fez as oferendas determinadas. Èsù negligenciou a determinação. Chega o dia da luta. Obàtálá apoiado em seu poder e Èsù contando com sua magia aliada à força de seus talismãs. Todos os Irunmolè estavam reunidos na praça de Ifé. Obàtálá deu uma pancada em Èsù, ele caiu sentado. Os Irunmolè gritam: Epa!!!! Èsù sacudiu-se e levantou-se. Obàtálá bateu-lhe sobre a cabeça e ele tornou-se anão. Os Irunmolè gritaram: Epa!!!! Èsù sacudiu-se e recuperou seu tamanho. Obàtálá tomou a cabeça de Èsù e sacudiu-a com violência. A cabeça de Èsù tornou-se enorme, maior que seu corpo. Os Irunmolè gritaram: Epa...

Itan - Autoflagelação de Oxaguian.

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Awoledjê, um visitante de Elegibo, cidade de Oxaguiã, sem saber que era proibido se referir ao Rei Elegibo ( Rei de Elegibo) como o grande comedor de inhame (OXAGUIAN) então pediu para que entrasse no corredor do grande comedor de inhame ( em português a frase: oxaguian) ele deveria se referir ao Rei Apenas como Kabiyesi (sua majestade). PARA ENTENDER MELHOR: OXAGUIAN É APENAS UM APELIDO PERJORATIVO QUE O REI DE EGIBO (ELEGIBO) GANHOU E NÃO GOSTAVA. Então os guardas ao ouvir Awoledjê se referir com o apelido pejorativo caíram de paulada e o jogaram na cadeia. A partir desta data o reino de Elegibo não mais choveu, as mulheres e as fêmeas se tornaram estéreis. Elegibo consultou um babalawo que informou que Awoledjê precisava ser solto e que também era preciso conquistar o seu perdão, pois bem ele foi solto, mas não deu o perdão e foi se esconder nas matas, então oxaguian foi encontrá-lo e fazer um acordo. Então Awoledjê fez o seguinte acordo: EU PERMITO QUE A CHUVA CA...

Itan - Èsú o rei de Ijebu.

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Um dia mandaram Exu preparar um ebó para conseguir fazer fortuna bem depressa. Exu, depois de ter feito o ebó, foi pra cidade de Ijebu. Em vez de se hospedar no palácio do chefe local, como pedia a tradição, Exu ficou na casa de um homem de importante posição oficial. De madrugada, quando todos dormiam, Exu levantou-se devagarinho e fingiu que ia urinar no quintal. Lá fora, Exu pôs fogo nas palhas que cobriam a casa. Enquanto o telhado pegava fogo, Exu gritava como louco, se fazendo de inocente. Gritava que estava perdendo grande fortuna no incêndio. Fortuna que havia guardado dentro de uma talha que entregara à guarda do dono da casa. Para os muitos curiosos que chegavam atraídos pelo sinistro ele repetia sem cessar a sua história. Rapidamente tudo se queimou da casa só sobrando cinzas. E assim, com toda a confusão que houve, até o chefe da aldeia correu para o local. Exu continuava clamando por causa do dano do incêndio. Como se tratava de um prejuízo a um estrangeiro, o chefe l...

Itan - Oxossi mata a cobra e se torna orixá.

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“Oxossi saía de casa para caçar, quando Oxum sua esposa, o lembrou que naquele dia caçador nenhum poderia caçar.  Oxossi sem se importar, saiu com seu arco, mesmo depois de Oxum ter lhe implorado para não ir. Na mata, encontrou uma cobra linda e a matou apesar dela ter falado que ele não devia. A cozinhou e comeu, depois foi para casa dormir. No outro dia, Oxum o encontrou morto em casa, com um rastro de cobra saindo de seu corpo e indo para a mata. Tanto Oxum chorou e implorou que seu marido voltasse, que Oxalá o fez retornar como orixá, Oxossi.” Está lenda contada por diversos escritores, serve para mostrar o quão determinados os filhos de Oxossi são, e como não se preocupam com regras.

Itan - Nanã roga praga em Oxalá.

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“Nanã era considerada como a grande justiceira. Qualquer problema que ocorria em seu reino, os habitantes a procuravam para ser a juíza das causas. No entanto, Nanã era conhecida como aquela que sempre castigava mais os homens, perdoando as mulheres. Nanã possuía um jardim em seu palácio onde havia um quarto para o eguns, que eram comandados por ela. Se alguma mulher reclamava do marido, Nanã mandava prendê-lo chamando os eguns para assustá-lo, libertando o faltoso em seguida. Oxalá  sabedor das atitudes da velha Nanã resolveu visitá-la. Chegou a seu palácio faminto e pediu a Nanã que lhe preparasse um suco com igbins. Oxalá muito sabido fez Nanã beber dele, acalmando-a e a cada dia que passava ela gostava mais do velho rei. ouco a pouco Nanã foi cedendo aos pedidos do velho, até que um dia levou-o a seu jardim secreto, mostrando-lhe como controlava os eguns. Na ausência de Nanã, Oxalá vestiu-se de mulher e foi ter com os eguns, chamando-os exatamente como Nanã fazia, ordenando-l...

Itan - Oyá foge com Xangô.

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“Oyá era companheira de Ogum antes de se tornar a mulher de Xangô. Ela ajudava o deus dos ferreiros nos seus trabalhos. Um dia, Ogum dividi com Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, para que Oyá tivesse melhor desempenho nas guerras.  Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogum bater o ferro e, frequentemente, lançava olhares Oyá, e ela o retribuía. Xangô era muito elegante, muito elegante mesmo. Seus cabelos eram trançados como os de uma mulher e usava brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Aconteceu, então, o que era de se esperar: um belo dia ela fugiu com ele." Oyá foge com Xangô, com quem se casa e fica o resto de sua vida. 

Itan - Obá luta pelo amor de Xangô.

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Obá era uma das mulheres de Xangô, mas ela não era nem aventureira como Iansã, nem dengosa como Oxum; por isso, se sentia desprezada pelo marido. Percebendo que Xangô gostava da comida feita por Oxum, pediu-lhe que a ensinasse a cozinhar. Para enganá-la, Oxum cobriu a cabeça com um pano, fez um amalá, que era o prato preferido de Xangô e disse a Obá que colocasse sua orelha no amalá como prova de seu amor, tal como ela teria feito. Obá fez o amalá em que colocou uma de suas orelhas. Quando Xangô chegou, ela o serviu toda contente, mas quando ele viu a orelha, ficou enojado e brigou com ela. Nisso, Oxum tirou o pano da cabeça, mostrando as orelhas perfeitas, e começou a rir. Furiosa, Obá se atirou sobre ela e as duas brigaram até que Xangô explodiu de raiva, fazendo as duas fugirem e se transformarem em rios. É por isso que, ao dançar, Obá cobre uma orelha com o escudo. Obá escolheu a guerra para dar alegria à sua vida. Obá era uma mulher cheia de vigor e coragem.  Faltava-lhe, talv...

Itan - A quizila de Ògún com quiabo.

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Obá lutou e venceu todos os Orixás, menos Ògún, quando chegou a vez de Obá lutar com Ògún, este ficou preocupado e antes da luta resolveu consultar um babalawô. O babalawô então mandou que ele preparasse um prato de quiabos com farinha e colocasse no local onde deveria se realizar a luta. Ògún seguiu as orientações do babalawô. A luta começou e Obá esta vencendo, até que Ògún conseguiu derramar o quiabo no chão. Obá então escorregou no quiabo e caiu. Ògún se atirou sobre ela, Obá estando submissa a ele, se tornou sua esposa. Ògún foi o primeiro marido de Obá, passado uns anos Obá se apaixona por Xangô com quem vai viver de fato.

Itan - A volta de Ogun em Irê.

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Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de Irê, voltar para visitar seu filho. Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum tinha fome e sede; viu vários potes de vinho de palma.Ninguém o havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo.  Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá, que vem da frase ògún je ajá (Ogum come cachorro), o que lhe valeu o nome...