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Cosmogonia Iorubá

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Cosmogonia Iorubá Este escrito, assim como alguns que se seguirão a ele, visa levar ao conhecimento dos leitores o “corpo religioso” em que se fundamenta o candomblé: sua cosmogonia, dogmas, liturgia e rituais. O artigo de hoje fala sobre cosmogonia, que é a explicação que as religiões, culturas e até mesmo a ciência – teoria do “Big Bang” – dão para esclarecer a origem do universo. A intenção é diminuir os conceitos preconcebidos de maneira errada que alguns têm sobre essa religião iniciatória. Ela é misteriosa, sim! Não porque a base em que se sustenta não possa ser transmitida, mas pelo fato de seus adeptos serem iniciados e por isto mesmo vivenciarem uma experiência com o sagrado que é individual, portanto, difícil, ou melhor, impossível de ser transmitida. Aqui será relatada uma parte da cosmogonia do candomblé, que conta a seguinte história mítica para demonstrar como a Terra foi criada: “No Orum, Oduduwa unida a Oxalá formavam um só orixá – Obatalá –, símbolo do casal mítico p...

Igi Ose - Baobá

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Igi Ose - Baobá A arvore Ose (Baobá) É também sua Representação e seu Arbusto de Culto, pois a Grandiosidade do Baobá  sua Altura, sua magnitude, a idade de até 6000 Anos que pode Viver, sua solidez faz dela a Árvore escolhida por Oloke para seu Culto. No Brasil , o Baobá, foi substituído pela castanheira do Pará, substituição feita pelo povo jeje-nagô que aqui chegaram, todavia, depois de alguns anos, o Baobá conseguiu se estabelecer em Solo Brasileiro logo pelo fato de a Castanha do Pará ser titulada como a substituta, hoje ambas são consideradas sagradas. Na Africa, é dedicado a todos os Orixás, sendo que as folhas são utilizadas na iniciação e para proteção dos iniciados, dai conhecido como Igbéèlùjù (Cita Verger). Em algumas regiões, costuma-se sepultar os cadáveres embalsamados de ancestrais (Artistas, músicos e poetas) no interior dos troncos, onde transformam-se, segundo a crença local, em Múmias. No Brasil, a Castanheira do Pará, classificada como Bertholle...

Airá - Os ventos de Savé

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Airá - Os ventos de Savé Airá é um Deus relacionado a família do raio mas também é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como Redemoinho, vale lembrar que o redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então deve ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos. Seu culto é proveniente da região de Savé e Savalu que faz parte do território Jejê. Mais seu culto não foi reconhecido em suas terras, mais tarde Xangô Sr, Rei de Oyo grande conquistador de terras ofereceu reconhecimento de seu culto em troca ele daria a chave do conhecimento do segredo de Savé, mas Xangô queria que ele fosse seu criado o mesmo não quis ser submisso a xangô, dai veio a sua iria porte sido enganado, Xangô procurou um adivinho (Ifá), o mesmo disse que ele teria que trazer o grande senhor funfun (Oxalá) só ele poderia acalma-lo, e assim foi feito. Airá não poderia mais voltar para sua terra natal, por ter traído todo...

Igí -Ìyeye ou Okinkan

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Igí -Ìyeye ou Okinkan Nomes populares: Cajazeira, Cajá-Mirim, Cajá miúdo, Cajá mimoso, cajá amarelo, Taperebá, Cajazeiro, Cajá do Sertão. Nome cientifico: Spondias Lutea L., Sinonímia: Spondias Monbin L.,Spondias Aurantica Schum, et Tronn., Spondias Brasiliensi MArt., Spondias Axillaris Roxb., Spondias graveolens Macf, Spondias Lucida Salisb., Spondias Myrobalanus L., Spondias Dubia Rich. Outros nomes em África: Èkikà, Òkikà, Ìyeyè, Olósan,Iléwò Olósán. Na África, a identificação cientifica do Cajazeiro se dá como Spondias Monbin L. Sua origem é da África qual se aclimatou com louvor no Brasil, mas especificamente no Norte e Nordeste do Pais. Utilizada em àgbo ìgbèrè (banhos compostos por diversos elementos de origem vegetal, animal e mineral, utilizado em iniciações) dos iniciados de Ògún. Árvore de força, local de morada de Ogún e de diversos voduns, é considerada um importante àtinsá vodun, chamada pelos Jeje akikon’tin. Aos seus pés são reverenciados ...

Òró Òyìnbó

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Òró Òyìnbó Nome Yorubá: Òró Òyìnbó Nome Popular: Mangueira Nome Cientifico: Mangifera Indica L., Mangifera altissima, Mangifera caesia, Mangifera camptosperma, Mangifera casturi, Mangifera domestica, Mangifera foetida, Mangifera indica - manga, Mangifera kemanga, Mangifera longipes, Mangifera macrocarpa, Mangifera odorata, Mangifera oppositifolia, Mangifera pajang, Mangifera pentandra, Mangifera persiciformis, Mangifera pinnata, Mangifera siamensis, Mangifera verticillata. Faz-se necessário explicar que devido a variedade de Mangueira existente, somente colocarei aqui a que é mais utilizada dentro do culto, uma vez que temos aproximadamente 18 tipos de Manga que não deixam de ser da Mangueira. A Mangueira, é uma folha masculina de Gún (excitação), de elemento Terra. É utilizada no chão do barracão nas sessões públicas, para que bloqueie quaisquer tipo de energia negativa provocada por pessoas más intencionadas. Usada em sacudimentos que acompanham ebós ...

Fava Sagrada - Aridan

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Fava Sagrada - Aridan Nome Yorubá: Áridon Nome Popular: Aridan. Nome Cientifico: Tetrapleura tetraptera (Schum & Thur.)Taub., Leguminosae. De origem Africana, no caso da Aridan não usamos as folhas e sim as sementes. Aridan é Gún (excitação), árvore masculina e de elemento Fogo. A fava de Aridan (Tetrapleura tetraptera) combinado com outras plantas psicoativas, como a Noz-Moscada, (Myristica fragrans), Dandá da Costa (Cyperus sp) Orogbo (Garcinia kola), Obi (Cola acuminata), reduzidas a pó é usado afastar maus fluidos, atrair forças benfeitoras. É utilizada no banho iniciático de todos os orixás. E nos assentamentos de orixá. Essa fava com aspecto inofensivo, tem poder de resguardas contra qualquer tipo de energia maligna ou diversas que tenha por objetivo prejudicar a casa e as pessoas que zelam pelo objetos sagrados. Com vasto emprego no ritual tanto iyoruba, quando no Candomblé brasileiro pode ser utilizado em trabalhos benéficos para combater bruxaria...

Ejìnrìn

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Nome Yorubá: Ewe Ejìnrìn Nome Popular: Melão de São Caetano Nome Científico: Momordica charantia L., Cucurbitaceae  É uma folha feminina, de gún (excitação), ligada ao elemento terra. De origem asiática, foi introduzida há muito anos nas Américas, hoje encontrada em todo o território nacional. As folhas desta planta eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa. Foi trazida da África ao Brasil pelos escravos que usavam o seu chá em banhos para facilitar o parto e para baixar febres. É utilizada em àgbo ìgbèrè (banhos compostos por diversos elementos de origem vegetal, animal e mineral, utilizado em iniciações) de iniciados dos Òrìsà Òsúmarè, Nàná Bùkúù e Òsányìn.  É usado largamente nos assentamentos de Òsúmarè e Òsányìn.  É amplamente utilizada no culto a Égún. Em òògùn (medicinas) curativas e mágicas, usa-se preventivo de gripes e febres (pequenas quantidades de chá fraco), leucorréia, cólicas de vermes ou menstruais (chá). Pomada supurativa das sementes. A pl...